Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
TJMS nega liminar e mantém ordem de prisão contra Neno Razuk
Ex-deputado continua em liberdade e habeas corpus ainda será analisado pelo colegiado da 1ª Câmara Criminal
Da Redação
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido liminar apresentado pela defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), e manteve a ordem de prisão decretada pela Justiça na semana passada.
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A decisão foi proferida pelo desembargador Jonas Hass Silva Júnior, integrante da 1ª Câmara Criminal. O magistrado entendeu que o pedido de revogação do mandado de prisão exige uma análise mais aprofundada e, por isso, deverá ser apreciado pelo colegiado.
Apesar da manutenção da ordem judicial, Neno Razuk permanece em liberdade. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o paradeiro do ex-parlamentar.
A decisão monocrática ainda deverá ser publicada no Diário da Justiça. Posteriormente, o habeas corpus será incluído na pauta de julgamento da 1ª Câmara Criminal do TJMS, conforme noticiado pelo "Midiamax".
Em nota encaminhada à imprensa, a defesa afirmou ter recebido a decisão com serenidade e ressaltou que o mérito dos argumentos apresentados ainda não foi analisado.
Segundo os advogados, a decisão apenas adiou a apreciação das teses defensivas para o julgamento definitivo do habeas corpus. A defesa sustenta que não estariam presentes os requisitos legais necessários para a manutenção da prisão cautelar, especialmente diante da alegada falta de contemporaneidade dos fatos usados para fundamentar a medida.
Os defensores também afirmaram que permanecem confiantes na reversão da decisão e na possibilidade de restabelecimento da liberdade de Neno Razuk durante o julgamento pelo órgão colegiado.
Prisão decretada
A prisão do ex-deputado estadual foi decretada pela Justiça na semana passada. Em dezembro de 2025, Neno Razuk foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa, roubo majorado e exploração de jogo de azar.
As penas aplicadas somam 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão em regime fechado, além de cinco meses em regime aberto. A condenação ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.
Neno Razuk foi um dos alvos da Operação Successione, deflagrada em 2023 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
A investigação apurou a atuação de um grupo armado que, segundo o Ministério Público, pretendia assumir o controle da exploração do jogo do bicho em Campo Grande.
Em maio de 2026, Razuk deixou o cargo de deputado estadual após determinação da Justiça Eleitoral para a recontagem dos votos do Partido Liberal. Com a mudança, ele perdeu o mandato que exercia pela segunda vez na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
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