Prefeitura demite servidor investigado por material pornográfico em Nova Andradina

Portaria aponta condenação administrativa após PAD; servidor da Semcias também responde a processo criminal, que ainda tramita na Justiça

Da Redação


A Prefeitura de Nova Andradina demitiu o servidor público municipal Anderson Vieira da Silva, de 37 anos, investigado em um caso relacionado ao armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e ao registro não autorizado de intimidade sexual, inclusive envolvendo servidores.

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Portaria nº 941/2026 formalizou a demissão do servidor após conclusão de processo administrativo disciplinar — Foto: Jornal da Nova

A demissão foi formalizada pela Portaria nº 941, de 16 de setembro de 2026, assinada pelo prefeito Leandro Ferreira Luiz Fedossi. Anderson ocupava o cargo de Técnico de Serviços Organizacionais e era lotado na Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcias).

Conforme o documento, a decisão é resultado do Processo Administrativo Disciplinar PM-ADM-2025/2113, instaurado pela Portaria nº 477, de 23 de maio de 2025. O procedimento concluiu pela procedência da imputação administrativa contra o servidor.

A portaria informa ainda que a autoridade municipal reconheceu a gravidade dos fatos, com fundamento no artigo 212 da Lei Complementar nº 42/2002, e decidiu pela condenação administrativa, aplicando a penalidade de demissão.

Momento em que ele foi preso em fevereiro de 2025 - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

O caso também é alvo de investigação criminal. Em fevereiro do ano passado, equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Nova Andradina cumpriram diligências na residência de Anderson.

Na ocasião, foram apreendidos computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos que, segundo as informações da investigação, estariam relacionados aos materiais apurados.

O Jornal da Nova apurou que o processo criminal ainda tramita na Justiça. A demissão decorrente do procedimento administrativo não representa, por si só, condenação criminal. No âmbito judicial, o caso ainda aguarda desfecho.

Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos durante as investigações - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

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