Imprensa internacional cita suposta fuga de Flávio Bolsonaro à Argentina

Aliado nega fuga um dia após o ministro Alexandre de Moraes determinar entrega de passaporte

Por Midiamax


O senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado nas urnas no domingo (25), teria deixado o Brasil na madrugada desta terça-feira (27) em um voo particular com destino aos Estados Unidos. Impedido de deixar o Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a viagem ocorreria a partir da Argentina.

Segundo o portal "Infobae", um dos mais acessados e confiados pela audiência argentina, o senador cruzou a fronteira brasileira utilizando seu documento de identidade nacional até Puerto Iguazú, na província de Misiones, Argentina.

De lá, teria embarcado por volta das 2h da manhã (horário local) em uma aeronave modelo Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operada pela empresa argentina Baires Fly SA. O plano de voo solicitava liberação alfandegária para quatro passageiros e três tripulantes.

Aliado de primeira hora do senador, o presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não se manifestou sobre o resultado das eleições. Donald Trump afirmou na segunda-feira (26) que as eleições no Brasil “parecem fraudadas”.

“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. As eleições precisam ser incontestáveis, e isso me pareceu muito ruim”, afirmou Trump a jornalistas sem apresentar evidências.

Alexandre de Moraes determinou entrega de passaportes de Flávio

Na segunda-feira (26), um dia após a votação que consagrou vitória de Lula (PT) com 51,79% dos votos, Flávio foi abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, onde foi intimado a entregar o passaporte por determinação de Alexandre de Moraes.

A decisão do ministro foi despachada na noite de domingo, logo após o resultado nas urnas, e segundo Flávio, teria sido motivada por uma publicação do irmão, Eduardo Bolsonaro, foragido nos Estados Unidos, para que em caso de derrota, Flávio deixasse o país.

A restrição estaria supostamente ligada a investigações em curso sobre lavagem de dinheiro, incluindo apurações que envolvem o advogado Willer Tomaz.

No mesmo vídeo em que relatou a ordem judicial, Flávio Bolsonaro afirmou que entregaria os documentos para se defender do que chamou de “tentativa de intimidação”, mas ressaltou que assumiria a liderança da oposição política ao novo governo e que não seria silenciado.

O "Jornal Midiamax" acionou a campanha do senador, mas até o momento não obteve resposta. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse ao Metrópoles apenas que o senador “não saiu” do país.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários