Justiça mantém presa suspeita de liderar golpe do falso advogado; três investigados são soltos em Nova Andradina

Ministério Público denuncia grupo por estelionato e associação criminosa após fraude de mais de R$ 68 mil aplicada via WhatsApp

Da Redação


A Justiça decidiu manter a prisão de Paula Raquel Campiteli apontada como mentora do esquema conhecido como “golpe do falso advogado”, enquanto os outros três investigados, Alexandro dos Santos de Sá, Maicon Willian da Silva Santos e Marcos Daniel de Souza Silva, foram colocados em liberdade em Nova Andradina. A decisão ocorre no âmbito do processo que apura a atuação de um grupo criminoso denunciado pelo Ministério Público por estelionato qualificado e associação criminosa.

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Segundo a decisão judicial, os três réus deverão cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização, o recolhimento domiciliar no período noturno, finais de semana e feriados, das 19h às 6h, além do uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 90 dias, quando a medida será reavaliada.

De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado de forma organizada para aplicar fraudes eletrônicas por meio de redes sociais, especialmente o WhatsApp, simulando a atuação de advogados para enganar vítimas e obter transferências bancárias indevidas.

Esquema estruturado e divisão de funções

Momento em que Maicon Willian da Silva Santos realizava saque na boca do caixa no banco - Foto: Arquivo/Polícia Civil

Conforme consta nos autos, a principal investigada é suspeita de exercer papel central no esquema, sendo responsável por coordenar as ações criminosas, indicar contas bancárias para recebimento dos valores e gerenciar a divisão dos lucros entre os integrantes.

As investigações apontam que os demais envolvidos atuavam em funções específicas:

  • um deles operava como responsável financeiro, recebendo e distribuindo os valores;
  • outro fazia a ocultação de parte do dinheiro;
  • e o quarto integrante contribuía com contas bancárias para movimentação dos recursos ilícitos.

Golpe causou prejuízo superior a R$ 68 mil

Parte do dinheiro recuperado - Foto: Arquivo/Polícia Civil

Um dos casos detalhados na denúncia envolve uma vítima de 64 anos, que foi induzida a acreditar que conversava com seu advogado. Sob a justificativa de pagamento de custas processuais, ele realizou uma transferência de R$ 68.589,21 para uma conta indicada pelos golpistas.

O prejuízo só foi percebido após a vítima entrar em contato com o verdadeiro profissional, momento em que registrou a ocorrência policial.

Prisões e desdobramentos

Material apreendido na operação - Foto: Arquivo/Polícia Civil

Os quatro suspeitos chegaram a ser presos em flagrante durante as investigações conduzidas pela Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Polícia Civil, em Nova Andradina. Parte do dinheiro foi recuperado, além da apreensão de celulares, joias e outros bens sem comprovação de origem.

Na decisão mais recente, a Justiça optou por manter a prisão da mulher apontada como líder do grupo, enquanto os outros três investigados foram colocados em liberdade, mediante medidas judiciais.

Denúncia do Ministério Público

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul formalizou denúncia contra os envolvidos, enquadrando-os pelos crimes de estelionato qualificado, especialmente na modalidade eletrônica e associação criminosa.

Além da responsabilização penal, o órgão também requereu a fixação de valor mínimo de indenização à vítima, diante dos prejuízos causados.

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