Há uma semana preso, advogado acusado de matar Fernanda Ribeiro não dormiu 24h em cela de prisão

Alexandre França Pessoa, de 42 anos, está internado no Hospital Cassems em Nova Andradina
Da Redação / Imagens: Arquivo/Jornal da Nova
09/05/2021 11h57
Alexandre Pessoa chegando ao Cassems na última quinta-feira (6) / Imagens: Arquivo/Jornal da Nova

Com prisão temporária de 30 dias, o advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, suspeito de assassinar Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, de 32 anos, no último dia 28, em Batayporã, sequer dormiu 24 horas em uma cela de prisão. Ele está internado no Hospital Cassems em Nova Andradina sob escolta policial militar aguardando transferência para o presídio militar em Campo Grande.

 

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Alexandre foi preso no último domingo (2), após o delegado que preside o caso, Filipe Davanso Mendonça da Delegacia de Polícia Civil em Batayporã, requerer junto ao Poder Judiciário a decretação de sua prisão temporária, que foi deferida pelo juiz Walter Arthur Alge Netto, com anuência do MPE (Ministério Público Estadual).

 

O Jornal da Nova apurou, que o advogado segue internado devido uma crise hipertensa e está sendo diariamente recebendo quatro medicações para o controle da pressão arterial. Ainda não há previsão de alta médica.

 

A reportagem também apurou que Alexandre não recebeu visita desde a sua prisão, de nenhum familiar, apenas seu genitor compareceu no dia da prisão em sua residência.

 

O advogado de defesa, Júlio César Evangelista, disse ao Jornal da Nova que Alexandre recebeu todo o atendimento necessário garantido por lei, como roupas, remédios, mas que devido as idas e vindas para unidades hospitalares, pode não ter dado tempo de realizar a troca de roupas. “Ele está sendo tratado como qualquer outro detido, com todas as garantias previstas em lei”, garante o advogado.

 Após receber alta em Dourados Alexandre chegando na Delegacia de Nova Andradina - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

O Jornal da Nova também apurou, que ao ser transferido para o presídio militar, o suspeito será tratado como qualquer outro custodiado. No presídio tem suas regras, acordar cedo, fazer as tarefas diárias distribuídas para cada detendo.

 

Quanto ao caso, o delegado Davanso continua com as investigações apurando se há mais pessoas envolvidas no crime. Até o momento 16 pessoas foram ouvidas, imagens de câmeras de segurança de vários pontos da cidade foram coletadas, foram periciados objetos apreendidos em sua residência, como aparelho celular, veículo e outros pertences.

 

A elucidação do crime e motivação estão sendo apurados pelas duas delegacias, Batayporã e Nova Andradina, com a participação da equipe da SIG (Seção de Investigações Gerais) e da Perícia Criminal.



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