Vídeo: Inquérito Policial conclui que Alexandre Pessoa matou Fernanda Ribeiro sozinho, diz delegado

Nesta sexta-feira completa 30 dias do assassinato da vítima em Batayporã
Luis Gustavo, Da Redação / Imagens: Jornal da Nova
28/05/2021 16h14
O delegado titular da Delegacia de Polícia Civil em Batayporã, Filipe Davanso Mendonça / Imagens: Jornal da Nova

O delegado titular da Delegacia de Polícia Civil em Batayporã, Filipe Davanso Mendonça, responsável pela investigação da morte de Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (28), sobre a conclusão da investigação do crime, que hoje, completou 30 dias do assassinato. O advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, teria agido sozinho.

 

Depois da localização do corpo e da identificação da vítima, a Polícia Civil de Batayporã em conjunto com a SIG (Seção de Investigações Gerais) da 1ª Delegacia de Polícia Civil em Nova Andradina, realizou a inquirição de diversas testemunhas bem como teria procedido a análise do notebook pessoal da vítima, os quais culminaram no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, ora namorado da vítima, no dia 1º de maio.

 

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No local foi apreendido o aparelho telefone celular, algumas vestimentas, panos, bem como o veículo do investigado, todos submetidos a exame pericial e análise pelos investigadores de polícia, oportunidade em que, teria se angariado elementos suficientes para se representar pela prisão temporária dele.

 O advogado Alexandre Pessoa - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

Prisão esta, aliás, que teria contado com manifestação favorável do Ministério Público Estadual e decretação pelo Poder Judiciário, com cumprimento no último dia 2 de maio em sua residência.

 

E, na sequência, em razão dos elementos probatórios então produzidos, teria se realizado o indiciamento do investigado, o qual, inquirido, reservou-se em seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

 

De modo que, realizadas análises e submetidos os materiais apreendidos a exames periciais, os Laudos concluíram pela presença de material genético da vítima tanto nas vestimentas apreendidas na residência quanto no interior do veículo Ford/Fusion de Alexandre Pessoa.

 

Conforme restou apurado na investigação, a vítima Fernanda Ribeiro e o suspeito possuíam um relacionamento amoroso – namoro –, o qual era muito conturbado e, no dia em que Fernanda foi morta, dia 28 de abril, teriam marcado de se encontrar, no início da noite, fato, este, comprovado tanto através dos elementos contidos no telefone celular do investigado quanto em outras imagens de câmeras de segurança do entorno da cidade e oitiva de testemunhas.

 

Se não bastasse, após a prática do crime, Alexandre Pessoa teria tentado se desfazer de elementos probatórios atinentes à investigação, razão pela qual, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, em razão de entender estarem preenchidos os requisitos legais e aguarda decisão do Poder Judiciário.

 

A prisão temporária de 30 dias de Alexandre Pessoa vence na próxima segunda-feira, oportunidade em que os autos de Inquérito Policial serão remetidos ao Poder Judiciário e Ministério Público Estadual.

 

Por fim, o delegado afirmou que o caso se encaminha para uma autoria individual, ou seja, Alexandre teria cometido o feminicídio sozinho. Mas, a motivação para o crime não foi revelada e o caso segue em segredo de justiça.

 

O advogado Alexandre Pessoa está preso no Presídio Militar em Campo Grande, desde o último dia 16.

Fernanda Ribeiro foi encontrada morta em um milharal entre as cidades de Nova Andradina e Batayporã - Foto: Arquivo/Jornal da Nova



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